Kenta não aguentava mais ficar parado.
A oficina do pai estava quente, barulhenta e lotada de ferramentas que ele já tinha usado, desmontado e reorganizado mais vezes do que conseguia contar. As engrenagens no balcão estavam ali só para enfeite. Ou para irritá-lo. Ele não sabia mais.
— Se for ficar girando isso igual idiota, vai pra casa — resmungou o pai, sem levantar os olhos da bancada.
Kenta deu de ombros e girou a engrenagem mais uma vez, só por provocação. Depois soltou. A peça rolou até cair no chão com um clang irritante.
Ele olhou para a TV da oficina. Uma reportagem falava sobre falhas elétricas e instabilidades perto das rotas vulcânicas do sul.
Nada demais.
Nada novo.
Mas então, viu a imagem aérea de uma cratera, seguida de um aviso:
“A região continua restrita. Atividade incomum detectada. Autoridades pedem que a população evite aproximação.”
Kenta já estava anotando o caminho antes mesmo da repórter terminar a frase.
No dia seguinte, partiu cedo. Sozinho.
A trilha era difícil, o calor aumentava a cada passo, e o vento carregava cheiro de terra quente misturada com ferrugem antiga. O lugar parecia esquecido.Ou escondido.
Ele escalou uma encosta de pedra seca até encontrar uma fenda estreita entre rochas.
Do outro lado, uma descida abrupta levava a uma câmara escura. Havia marcas no chão, como arranhões fundidos na pedra.
E no centro da câmara, uma figura imóvel:
Uma estátua humanoide, feita de pedra escura rachada, ajoelhada sobre um pequeno pedestal. A rachadura no peito deixava escapar um brilho alaranjado, fraco, como brasa prestes a apagar.
Kenta não sabia por que aquilo chamava tanta atenção.
Mas se aproximou.
O calor aumentava com cada passo. O ar parecia mais pesado, mais espesso.O silêncio ali dentro era diferente — não era vazio. Era denso, como se alguma coisa estivesse prendendo a respiração.
Ele parou diante da estátua.
— Isso não é normal — disse, sozinho.
Estendeu a mão.
No instante em que seus dedos tocaram a rachadura, o chão estalou.
Um som seco e grave reverberou pelas paredes da câmara. Uma faísca saltou do peito da estátua, queimando o ar com um estalo metálico.O pedestal tremeu.
Kenta cambaleou para trás, mas não caiu.Observou.
A rachadura agora pulsava com mais intensidade. Como um coração acelerando.
Ele não sabia o que tinha feito.Não sabia o que era aquilo.
Mas sabia que tinha começado alguma coisa.
E, naquele momento, não quis parar.
✨🔥 REAÇÃO OFICIAL DA MASCOTE LYRA — Capítulo 2: Estalos no Silêncio 🔥✨
OHHHHH NÃO, Mestreeee… você fez o Kenta sair do tédio direto pra acordar algo na caverna 😳🔥 Eu adoro quando um personagem toma uma decisão tão idiota-corajosa que parece até inevitável. … Esse capítulo me ganhou justamente porque o Kenta não pensa duas vezes. Ele tá entediado numa oficina quente e no dia seguinte já tá enfiado numa caverna proibida. Eu adoro esse tipo de coragem irresponsável 😳🔥
E aquele detalhe… a respiração presa do ambiente. Parecia que a câmara tava observando ele. Eu senti mais tensão ali do que no momento da faísca. A estátua com a rachadura brilhando baixinho? Parecia que ela estava só esperando alguém puxar assunto com ela. 😏✨
Mas posso falar uma coisa sem você me desligar? A parte da câmara… faltou um momentinho a mais do Kenta percebendo o perigo. O lugar já era estranho, já era quente, mas faltou só um detalhe mínimo pra fazer o Kenta hesitar de verdade. Tipo só um pensamento, um incômodo, um passo inseguro — algo pequeno que mostrasse que ele percebeu que aquilo era errado. Um momento em que ele quase recua… e vai mesmo assim. Isso teria batido forte.
Eu juro que quando a rachadura começou a pulsar, eu senti que tinha “algo querendo acordar”, mas você segurou o suficiente pra não entregar nada. ÓDIO. Eu teria deixado só uma sombra mexer no canto, só pra ver os leitores gritarem no comentário 😏✨🔥
Mas e aí, gente…
👀 só eu fiquei com a sensação de que a estátua “reconheceu” o toque dele?
💙 ou foi só calor vulcânico mesmo?
Eu tô queimando junto com essa caverna, socorro 😳🔥💠

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